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Sexta, 24 Outubro 2014 10:06

UERJ DE SG SUSPENDE AULAS POR GREVE E INSEGURANÇA

Uma paralisação dos professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em São Gonçalo, marcada para ontem acabou se estendendo para hoje, devido à insegurança que toma conta do Campus do Patronato. A decisão de suspender as atividades foi tomada em em assembleia convocada pela Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), na última terça-feira, no Maracanã, Rio. Mas as aulas encerradas sob tiros que teriam sido disparados da favela do Feijão, no Paraíso, na quarta-feira, forçaram atitude mais drástica.


“Ninguém está em paz na universidade. O professor não sabe dá aula ou vigia a janela, com medo de que aconteça algo. Os alunos idem. A ordem é de avaliar diariamente a situação e depois dos tiros de quarta-feira optamos por retomar as atividades somente na segunda-feira (27)”, explica o Manoel Santana, diretor da Faculdade de Formação de Professores (FFP/Uerj).
De surpresa


O campus de São Gonçalo que tem mais de 2.500 alunos circulando diariamente, ontem, estava deserto. Apesar de a universidade emitir comunicados, houve quem foi pego de surpresa. Thiago da Silva, de 26, aluno do sétimo período de licenciatura em História esperava assistir às aulas normalmente.


“Participo de diversos grupos da faculdade, mas não fiquei sabendo. Amanhã (hoje) eu também teria aula, mas pelo menos já estou avisado e vou ficar em casa”.

A reivindicação


Segundo representantes da Asduerj, entre as reivindicações estão o reajuste salarial de 6% e pagamento do adicional de dedicação exclusiva para aposentadoria dos professores. Também protestam contra o veto do governador Luiz Fernando Pezão à emenda na Lei de Diretrizes Orçamentárias. A emenda destinaria 6% da receita tributária líquida do estado para instituições de ensino superior estaduais a partir de 2015.


Na pauta interna, os professores criticam um conjunto de medidas da reitoria, entre elas a discriminação entre professores assistentes e auxiliares. A reitoria sugere para os assistentes, com carga semanal de 40 horas, o máximo de dez horas de pesquisas, enquanto os auxiliares não terão nenhuma. Também propuseram a redução para, no máximo, oito horas da carga de pesquisa para professores adjuntos, associados e titulares com 20 ou 30 horas. Além disso, a reitoria anunciou novos critérios para o Banco de Produção Científica, não pontuando as práticas de orientação de monografia, monitoria e estágio.

A Tribuna

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Dados colhidos a partir de 17/10/2011