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Polícia

Polícia (950)

Policiais militares do Posto de Policiamento Comunitário (PPC) do Jardim Catarina, em São Gonçalo, prenderam, na manhã desta sexta-feira, um homem acusado de furtar um bar na rua João Correia D"Avila. Adelino Alves da costa, de 32 anos, estava com um comparsa, que conseguiu fugir. Ao sair do estabelecimento, o acusado foi linchado por pessoas que passavam pelo local e viram o homem com o material roubado. A polícia foi acionada e levou o suspeito para a 73ª DP, em Neves.

Adelino sofreu lesões no olho direito, na cabeça e no nariz. Com ele, a polícia informou que foram encontrados pacotes de batatas fritas, cinco garrafas de uísque e um aparelho de Blu-Ray. O comparsa de Adelino teria fugido com uma carga de cigarros. O homem não estava armado.

O dono do bar, de 49 anos, que pediu para não ser identificado, contou que loja foi arrombada por volta das 5h30, quando o alarme do estabelecimento disparou e ele foi comunicado da invasão por um dispositivo no celular.

Na delegacia, os agentes descobriram que Adelino já tinha passagem criminal por roubo.

 

O FLUMINENSE

Dois menores de idade, um de 15 e outro de 16 anos, realizaram na manhã desta sexta-feira, um arrastão pelas ruas do bairro de Trindade, em São Gonçalo. Eles fingiam estar armados e só abordavam mulheres, levando as bolsas das vítimas. A Polícia Militar conseguiu apreender os menores na Rua Curitiba, com uma moto roubada, com chassi adulterado, e placa do município de Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana do Estado.

O primeiro roubo ocorreu na Rua São Paulo, próximo de uma igreja evangélica. Testemunhas acionaram a PM, e informaram que tratavam-se de dois jovens numa moto preta. Um usava capacete e casaco de cor cinza, e o outro estava vestido com um casaco preto. Os PMs conseguiram localizar os adolescentes, e com eles apreenderam uma bolsa laranja. Quando foram levados para a delegacia do Alcântara, a 74ª DP, duas vítimas da dupla estavam comunicando o roubo de uma bolsa e reconheceram os menores como os ladrões, mas o objeto delas não era o mesmo apreendido com os adolescentes.

Um dos jovens ligou para uma comparsa que tinha ficado com uma das bolsas roubadas, e a polícia foi até a Rua Recife prender a mulher e recuperar a o objeto das vítimas que prestaram depoimento na 74ª DP. A mulher alegou que não estava com a bolsa, e que os menores haviam jogado o objeto no quintal da casa dela. Depois, a polícia conseguiu localizar a dona do primeiro objeto recuperado. Uma outra vítima, abordada na Rua Saquarema, também teve a bolsa levada pela dupla, mas o objeto não foi encontrado pelos policiais.

O caso acabou sendo encaminhado para a 73ª DP (Neves), a central de flagrantes da região e os jovens vão responder por roubo. Eles serão encaminhados para uma unidade para menores infratores.

 

O FLUMINENSE

Um conhecido homem que seria agiota, identificado pelo apelido de “Pena Fiel” foi morto por volta das 20h desta quinta-feira com tiros de pistola 9mm, na Rua Tenente Siqueira Campos, conhecida popularmente como Rua da Feira, no bairro Barro Vermelho, em São Gonçalo.

Segundo testemunhas, os disparados efetuados contra a vítima foram feitos por ocupantes de um carro modelo Corolla, de cor preta quando a vítima estava em uma padaria. A placa do automóvel não foi identificada.

Ainda segundo testemunhas que comunicaram o crime aos policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) lotados no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do Barro Vermelho, o crime ocorreu quando era intensa a movimentação de pessoas na rua.

Os assassinos fugiram logo depois do fato. Conhecidos do suposto agiota chegaram a comentar que ele perdeu um filho assassinado no ano passado. O rapaz era conhecido pelo apelido de “ Banana”. Policiais do Setor de Investigações da 73ª DP ( Neves ) expediram guia de remoção do corpo e solicitaram perícia no local do crime.

Familiares da vitima preferiram não dar declarações à imprensa.

 

O FLUMINENSE

Gabriel Pessanha Rodrigues da Silva, de 26 anos, e Emerson Machado Monteiro Mendes, de 20, foram presos, e dois menores, de 16 e 17 anos, apreendidos no início da madrugada de ontem, acusados de praticarem um arrastão a pedestres e de roubarem um estabelecimento comercial. Segundo apurou a polícia, o grupo teria feito vítimas em Niterói e São Gonçalo entre o fim da noite anterior e a madrugada. Um quinto integrante do bando estaria foragido.

A Polícia Civil apurou que o grupo teria atacado uma mulher, de 29 anos, na Engenhoca, Zona Norte de Niterói, quando a vítima chegava em sua casa, ainda na noite de quarta-feira. Armados, os criminosos levaram o carro da vítima, modelo Renault, além de pertences pessoais. Posteriormente, já em São Gonçalo, o mesmo bando rendeu o frentista de um posto de combustíveis na Avenida Francisco Portela, no Paraíso, roubando mais R$ 500.

Achando que conseguiriam a agir impunemente, o bando seguiu então para um bar, no bairro Vila Lage, onde segundo informações policiais cerca de 15 pessoas foram rendidas e ficaram sem os pertences e dinheiro. Alertada sobre as ocorrências, a polícia passou a realizar buscas para encontrar o criminosos e tiveram êxito em surpreendê-los na comunidade da Coreia, no Pita. Um dos bandidos conseguiu fugir e os demais foram conduzidos e autuados na 73ª DP (Neves). Parte dos pertences e do dinheiro foi recuperada e devolvida ao legítimos donos. Henrique Viana, delegado da 73ª DP (Neves), afirmou que outras vítimas do bando podem formalizar o reconhecimento dos acusados na distrital.

A Tribuna

Um engenheiro da Petrobras sofreu um sequestro- relâmpago na última quarta-feira, por volta das 19h, na Avenida Central, em Itaipu, Região Oceânica de Niterói, quando foi atacado por quatro homens armados. Segundo a polícia, a vítima foi rendida na frente de casa, quando se preparava para estacionar seu carro, uma pick-up preta. Duas motos com dois ocupantes em cada uma se aproximaram. Os garupas das motocicletas saltaram e renderam o homem quando ele desceu do veículo para abrir o portão da garagem. Os outros dois que pilotavam as motocicletas davam cobertura.

Os bandidos ordenaram que a vítima fosse para o banco de trás do veículo. Um deles assumiu a direção do automóvel e outro manteve o engenheiro sob a mira de um revólver. Depois de cerca de uma hora a vítima foi libertada na Rodovia RJ-104 (Amaral Peixoto), na entrada do Jardim Catarina, em São Gonçalo. Os suspeitos levaram o carro da vítima. A investigação do caso está sendo realizada pela 81ª DP (Itaipu).

Sequestros-relâmpago na cidade têm sido frequentes. No último dia 5 um advogado trabalhista de 34 anos foi feito refém por mais de uma hora durante sequestro-relâmpago. Ele foi rendido por três homens armados por volta das 22h40 na Rua Santa Rosa, no Largo do Marrão, em Santa Rosa, quando chegava para jogar futebol no clube Marieta.

No último dia 28 um casal foi sequestrado na Rua João Pessoa, em Icaraí e levado no próprio veículo por dois bandidos armados que aparentavam ser menores de idade. As vítimas, uma advogada e seu namorado, foram obrigados a realizar saques bancários e ainda a fazer compras para os criminosos em um supermercado de Alcântara, em São Gonçalo. Os reféns ficaram cerca de duas horas sob a mira das armas dos sequestradores.

 

O FLUMINENSE

orgaoPoliciais da Delegacia de Itaboraí (71ª DP) e moradores de Manilha estão estarrecidos desde a manhã de ontem, por conta de um achado no mínimo intrigante e macabro. Quatro caixas de isopor, com capacidade para cerca de 20 litros cada, um saco plástico, e um pequeno tonel, contendo tecidos humanos, foram encontrados próximo a um condomínio residencial e à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro. Todo o material estava etiquetado com códigos de barras e identificação, possivelmente de pacientes. Havia suspeita de que um feto estaria entre o material descartado. Segundo o delegado da 71ª DP, Oscar Sá, essa possibilidade, depois da perícia, foi eliminada.

“Inicialmente, segundo a perícia, é descarte hospitalar que, de imediato, achamos que possa ser da UPA, até pela proximidade do local onde foi encontrado e a unidade. Mas não é feto e nem órgão, como inicialmente foi levantado. São tecidos provenientes de cirurgia, descartados em isopores. O hospital não poderia descartar. Vamos chamar os médicos que tiveram os nomes na etiqueta para depoimento e se verificarmos negligência, vamos ver em que eles podem ser enquadrados. O administrador do hospital pode ser denunciado por crime ambiental, já que lixo hospitalar não pode ser deixado na rua”, disse o delegado da 71ª DP, Oscar Sá.

Pelo que foi apurado pela polícia, nas primeiras horas da manhã de ontem, o síndico do Condomínio Residencial Dom Casemiro, situado na Rodovia BR-493 (Manilha/Magé) - que preferiu não se identificar e não dar declarações, encontrou em frente ao conjunto residencial as quatro caixas de isopor de tamanho médio, um saco plástico, e um pequeno tonel. Inicialmente afirmou que chegou a pensar que as embalagens continham restos de alimentos ou algum outro tipo de detrito. Ao abrir uma das caixas de isopor, o síndico teria percebido que, na verdade, havia material hospitalar contido nas embalagens, inclusive com etiquetas de identificação.

Achando que a responsabilidade pelo fato e o abandono do material hospitalar tivesse algum tipo de ligação com a Unidade de Pronto Atendimento, situada quase em frente ao condomínio, o síndico atravessou a via e colocou todo o material encontrado por ele na frente do posto de saúde. Funcionários da unidade hospitalar e a própria gerente do posto médico foram unânimes em alegar que o material não era proveniente da UPA. “Quem fez isso certamente pode ser identificado, porque o material está com etiquetas e códigos. Aqui no posto nossos procedimentos são apenas ambulatoriais nas especialidades de Clínica Geral e Pediatria”, alegou também estarrecida a gerente da UPA, identificada como Sandra Magalhães.
O trabalho de apuração sobre a origem dos órgãos e do material médico-hospitalar encontrado em Manilha pode ser facilitado, pois Polícia Civil foi informada ainda ontem que o condomínio onde foi abandonado o material possui câmeras de segurança. O equipamento pode ter captado o exato momento em que as caixas foram abandonadas no local e a gravação será requisitada.

 

A Tribuna

WOLNEY-DIASO coronel Wolney Dias, à frente do 12º BPM (Niterói) desde outubro de 2011, deixará a unidade para assumir o 4º Comando de Policiamento de Área (4º CPA). A unidade é responsável pela organização e mobilização do policiamento em todo o Leste Fluminense e Região dos Lagos. Os BPMs subordinados ao Comando são o próprio 12º BPM (Niterói), 7º BPM (São Gonçalo), 35º BPM (Itaboraí) e 25º (Cabo Frio). Juntas, as unidades têm cerca de 4 mil policiais.

O 12º BPM ficará sob comando do tenente coronel niteroiense André Luiz Belloni, hoje responsável pelo Planejamento Operacional Geral da PM. O oficial participou da Copa na África do Sul (2010), Pan Americano no México e Jogos Olímpicos de Londres (2012), eventos em que buscou experiências a serem utilizadas no Rio.

bandoCinco homens armados roubaram no início da manhã da última segunda-feira em uma residência no Maravista, Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, onde fizeram uma família refém. Na fuga, eles foram perseguidos pela PM e invadiram outra casa para tentar se esconder, mas os moradores – um casal com uma criança de dois anos – conseguiram fugir. Quatro suspeitos acabaram presos, mas um conseguiu fugir. Segundo a polícia, eles são oriundos da favela do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Eles estavam com um Voyage preto, de quatro portas, que tinha sido roubado na área da delegacia de Honório Gurgel (40ª DP). Segundo moradores da região, os assaltos a residência têm sido frequentes.

A ação criminosa começou por volta das 7 horas, quando uma residência na Rua Ulisses de Oliveira Madruga foi invadida. Uma mulher e a mãe dela, que está doente com dengue, foram trancadas em um quarto, enquanto o marido era ameaçado para entregar dinheiro. O montante levado não foi revelado. Vizinhos teriam percebido a movimentação e chamado a polícia. Ao perceber a aproximação dos PMs, os bandidos fugiram pulando para o telhado de uma casa na Rua Doutor Cássio Rothier do Amaral.

O morador, um empresário de 48 anos, contou que percebeu um barulho no telhado, como se pessoas estivessem andando no local e quebrando as telhas. O morador foi para o quarto e acabou surpreendido por cinco criminosos.

“Levei um dos maiores sustos da minha vida. Minha esposa e meu filho de dois anos estavam na casa e eu pedia que eles não nos machucassem. O grupo disse que não queria roubar nada, apenas se esconder porque sabia que a polícia estava atrás deles”, contou muito assustado.

Nessa hora, a polícia começou a bater na porta da casa, ordenando que todos que estivessem lá saíssem. O empresário aproveitou o descuido dos bandidos para sair correndo. A mulher dele, de 35 anos, que não chegou a ver os bandidos mas percebeu que a casa havia sido invadida, também conseguiu deixar a residência, carregando o filho do casal.

A polícia, então, arrombou a porta e conseguiu prender os suspeitos. “Chegamos até a casa do empresário porque fomos informados que os bandidos estavam com o Voyage preto parado na porta da residência”, informou um policial.

Com os suspeitos, os PMs contaram que encontraram duas pistolas calibre 380, um revólver calibre 38 com cinco munições, além de dois celulares. Os acusados não resistiram à prisão e não houve confronto.

Pente-fino – A PM chegou a fazer buscas pela região para tentar localizar o quinto suspeito, mas ele conseguiu escapar. Os acusados de invadir as casas foram identificados como Cosme dos Santos Silva, de 36 anos, Carlos Eduardo Coelho Severino e Waldecir Lontra de Oliveira, ambos de 33 anos, e Jonathas Fernandes de Sousa, de 27. O caso foi registrado na 81ª DP (Itaipu).

Memória – No último dia 27 de setembro, um casal de empresários e os filhos do casal, de 3 e 7 anos, foram feitos reféns quando três criminosos invadiram a residência da família nas proximidades da Avenida Professor Lealdino Alcântara, em Piratininga. Um comparsa em um carro dava cobertura do lado de fora.

Segundo as vítimas, depois de invadirem o imóvel armados, os bandidos amarraram todos da casa com fios de carregadores de celular e os levaram para um dos quartos.

Em fevereiro de 2012, pelo menos quatro casas foram invadidas e roubadas em sequência em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. A ação criminosa começou por volta das 20 horas de domingo e se estendeu até o início da madrugada de segunda-feira, dia 13. Moradores foram feitos reféns por pelo menos quatro criminosos armados com pistolas e revólveres.

 

O FLUMINENSE 

O Globo - Os últimos minutos do domingo de Páscoa foram de pânico para moradores de Santa Rosa. Um intenso tiroteio na comunidade do Viradouro, expôs, mais uma vez, a fragilidade de quem vive próximo a comunidades dominadas pelo tráfico de drogas. O fato não foi isolado: desde a Sexta-Feira Santa barulhos de disparos foram ouvidos com frequência no bairro, que não é o único a passar por esses problemas. Recentes casos de violência em diversas regiões da cidade aumentaram a sensação de insegurança. De janeiro a março, foram registradas na central do Disque-Denúncia 1.580 informações sobre ocorrências criminosas no município, sendo 38% relacionadas ao tráfico. Centro, Icaraí, Fonseca, Piratininga e Engenhoca foram os bairros mais citados nesse período.

Morador de Santa Rosa, um analista de sistemas que pediu para não ser identificado já fez 23 reclamações sobre a violência no seu bairro. Desde novembro passado, já ligou 20 vezes para o serviço 190, da Polícia Militar, e uma vez para o Disque-Denúncia (2253-1177). Encaminhou, também, reclamações para o Ministério Público e a Câmara dos Vereadores. Sua revolta com a insegurança na região aumentou depois que, em outubro, foi abordado por bandidos armados com fuzis. Na ocasião, a polícia foi avisada e fez uma incursão na favela, mas não efetuou prisões nem apreendeu armas ou drogas.

— Moro há um ano e meio na Rua Mário Viana e sempre presenciei criminalidade por lá, mas no último fim de semana fiquei mais assustado. Foram três dias de tiroteios, sendo que no domingo foi ainda pior. A polícia apareceu, mas não ficou nem 15 minutos. Já fiz várias reclamações e não vejo nada de concreto sendo feito. O pessoal do meu prédio tem muito medo, há um uma sensação de pouco caso do poder público na área. Desde que fui abordado por bandidos que atravessavam em bando de um morro para o outro, evito chegar tarde em casa — conta o morador, que fez um vídeo do tiroteio do último domingo (confira no site).

Na Zona Norte o clima também foi de tensão na última semana. Tiroteios em comunidades e até mesmo troca de tiros entre bandidos e policiais na principal via do Fonseca, a Alameda São Boaventura, foram registrados. Confirmando o domínio de criminosos em comunidades carentes, uma equipe do GLOBO-Niterói foi abordada por traficantes armados com fuzis na favela Vila Ipiranga enquanto apurava uma reportagem sobre educação, na última quarta-feira.

Tão assustador quanto o barulho de tiroteios nas comunidades são os crimes silenciosos, cometidos no asfalto. A preocupação aumenta com casos recentes, como o da estudante de Economia da UFF sequestrada por criminosos ao deixar a faculdade e, após lutar para não ser estuprada, foi abandonada próximo ao Morro do Cavalão, em Icaraí, no dia 13 de março; e o do taxista morto na última segunda-feira, após deixar uma passageira no Morro do Estado e ser rendido por dois bandidos que o levaram para São Gonçalo. Na última quarta-feira, taxistas fizeram uma carreata do Centro à Zona Sul pedindo mais segurança.

O especialista em segurança pública Paulo Storani acredita que pode estar acontecendo em Niterói uma adaptação do crime com relação à dinâmica de pacificação de favelas do Rio. Ele trabalha com a hipótese de criminosos ligados ao tráfico ou que usavam as comunidades como esconderijo terem se recolhido ou migrado para outras regiões e agora estarem voltando a praticar crimes.

— Estávamos vindo num declínio acentuado de crimes por conta da pacificação de comunidades do Rio, mas casos pontuais, mais dramáticos, trazem à tona essa questão. Embora o projeto da UPP seja consagrado, agravou o problema de déficit de efetivo policial, principalmente daquele que deve estar na rua fazendo o policiamento ostensivo. Isso não se resolve de uma hora para outra. É preciso que as polícias trabalhem em parceria. No caso da turista estuprada numa van, em Copacabana, rapidamente a polícia encontrou os criminosos e exonerou a delegada de Niterói que não prestou atendimento a uma vítima. Por que isso não ocorre em casos sem repercussão? — questiona Storani, ex-capitão do Bope e ex-secretário de Segurança de São Gonçalo.

Apesar de os números de ocorrências em fevereiro e março ainda não terem sido divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, o comandante do 12º BPM, coronel Wolney Dias, argumenta que, mesmo pequena, houve uma diminuição de crimes comparando janeiro deste ano com o de 2012. Foram 1.219 roubos e furtos contra 1.137 em 2013.

— Os tiroteios em comunidades geralmente ocorrem por disputa de poder. Quando tomamos conhecimento, fazemos intervenções. Com relação à sensação de segurança, o policiamento é feito em cima da mancha criminal. Para isso, o registro de ocorrência se torna fundamental e pedimos a colaboração da população — diz o oficial.

 

Um homem acusado de atropelar uma pessoa com um carro roubado na Zona Sul de Niterói e de invadir uma residência foi preso após perseguição e troca de tiros na manhã deste sábado, em Nova Cidade, São Gonçalo. Com Maik França Mendonça, de 20 anos, teria sido apreendido um revólver calibre 32 e uma réplica de pistola. O carro - um Palio de cor prata - havia sido roubado de uma mulher na última quinta-feira, em Icaraí, e foi encontrado estacionado na Rua Vicente de Lima Cleto, na Trindade, por homens do 7º BPM (São Gonçalo).

De acordo com o delegado Henrique Vianna, da 73ª DP (Neves), onde o caso foi registrado, Maik dormia no veículo, quando foi abordado.

“Os PMs se aproximaram para averiguar, mas ao passarem o rádio para verificar se o carro era roubado ou não, o acusado acordou e arrancou com o veículo, atropelando um homem de 47 anos”, informou o delegado.

Durante a tentativa de fuga o suspeito bateu com o carro. Após abandonar o veículo - que ficou com uma perfuração à bala no vidro traseiro -, pulou o muro de várias residências, até ser preso em uma delas.

“O meliante invadiu a casa de uma senhora e o encontramos deitado no sofá, todo coberto, fingindo estar dormindo. Ele já até havia trocado de bermuda”, contou o 3º sargento Nascimento, um dos responsáveis pela prisão.

Segundo o delegado, o acusado irá responder por pelo menos quatro crimes: receptação (por estar em posse de um veículo roubado); lesão corporal no trânsito; porte ilegal de armas; e invasão de domicílio. Ele já teria sido preso em fevereiro deste ano também por receptação de veículo.

Até o fechamento desta edição a polícia ainda tentava localizar a proprietária do carro apreendido para que esta pudesse fazer o reconhecimento do suspeito. Em caso positivo, ele será autuado também por roubo.

A vítima do atropelamento sofreu ferimentos leves e foi levada pelos bombeiros para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat).

 

O FLUMINENSE

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Dados colhidos a partir de 17/10/2011