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Sábado, 19 Maio 2012 07:41

estacionaDe acordo com dados do Departamento de Trânsito do Estado do Rio (Detran), o número de automóveis em Niterói subiu de 187.574 para 189.374, de janeiro até abril deste ano, uma elevação de 0,96%, só nesse período. Mantida essa constante, no fim de 2012, pelas ruas niteroienses trafegarão pouco menos de 200 mil carros. A proibição de se estacionar em vias como Miguel de Frias, Gavião Peixoto, Mem de Sá e Pereira da Silva não agradou aos motoristas, porém, a Prefeitura de Niterói sustenta que “a liberação de faixas de rolamento usadas para estacionamento resulta em aumento da fluidez do trânsito”, dando como exemplo a atual situação nas próprias Mem de Sá e Gavião Peixoto.

Futuramente, a extinção de 300 vagas na Avenida Amaral Peixoto, a maioria destinada a órgãos públicos - segundo a Prefeitura - será o prosseguimento dessa política, enquanto a criação de novas zonas para estacionamento regular é incerta. “Gostaríamos de ampliar nossa oferta, mas somos uma concessionária e dependemos de licitação para isso”, diz o gerente administrativo do Niterói Rotativo, rede de estacionamentos onde o niteroiense dispõe de 407 vagas, com cada uma a um preço de R$ 4,80 até duas horas, R$ 3,20 após uma hora ou fração, todavia, uma mensalidade de R$ 320,00, para quem preferir. “Percebemos um pequeno aumento do movimento nos últimos três meses. Nossos clientes, na maior parte, moram em Niterói e trabalham no Rio. Param o carro e atravessam, porque o congestionamento da Ponte também não é fácil. Quase diariamente, nossa ocupação é total”, acrescenta o executivo. Por sua vez, Kátia Saad, proprietária de outro estabelecimento do tipo, o Golden Park, aponta, também, uma vertente inversa. “Cobramos R$ 6,00 a diária. Temos quase 200 vagas e uns 20 automóveis a mais se comparado com o mesmo período do ano passado. A grande maioria, vem de São Gonçalo. Em determinados horários, a lotação é máxima”, revela. Para o gerente administrativo do Trade Center Icaraí, Henrique Ramos, a procura por vagas no shopping tem seguido uma tendência padrão. “No nosso estacionamento o valor é R$ 2,50 cada 30 minutos ou R$ 250,00 a mensalidade. Recebemos cerca de 250 veículos por dia, quantidade maior nas festas de fim de ano. Tenho carro e sei como é difícil encontrar lugar para parar por aí, contudo, acredito depender muito da localidade que se procura. Há uma enormidade de pessoas querendo estacionar sempre na mesma área, isso complica o trânsito, inclusive, nas ruas do município”, analisa. A percepção sobre a demanda se adequaria, por exemplo, ao Edifício Garagem São Vicente de Paulo, onde a oferta de 964 vagas não é suficiente. “Nosso rotativo custa R$ 2,00 cada 30 minutos. Sentimos um crescimento de, aproximadamente, 30% nos últimos dias, o que nos fez planejar expansões, mas ainda sem data para serem iniciadas. No caso da garagem, a mensalidade é R$ 192,00, entretanto, há mais de dez pessoas na fila de espera por uma desde o início de 2011”, conta Guilherme Ribeiro Barros, presidente do Conselho Fiscal da Associação da Irmandade São Vicente de Paulo, entidade administradora do prédio.

Condomínio Poucos metros dali, Dirceu Passos, síndico do Condomínio do Edifício General Cyro Paes Leme, explica o surgimento de um grande negócio. “Somos apenas garagem. Ainda assim, nosso elevador vive em manutenção. Dez anos atrás abrigávamos o segundo automóvel de quem morava pela vizinhança, agora é diferente. Das nossas 170 vagas, só três estão para alugar por uma faixa de até R$ 300,00 por mês. O proprietário da vaga em si, nos paga R$ 90,00 de taxa condominial, no entanto, no momento não existe nenhuma para vender. É raro alguém querer passar de vez porque, em média, está custando uns R$ 30 mil. E valorizando”, conclui. A estimativa de preço para comercialização feita pelo zelador, aliada à consideração de 11,22 m² como tamanho padrão, faria cada metro quadrado de vaga valer R$ 2,6 mil em Niterói. Em média, o montante é pouco mais de quarenta e cinco vezes maior - se mantida a mesma unidade de medida - em relação a uma sepultura do tipo gaveta (R$ 118,43 o m²) no Cemitério do Maruí, tido como um dos maiores e mais tradicionais da cidade, porém, representa uma diferença de somente R$ 4.200,00 se comparado com um apartamento de dois quartos em Icaraí (R$ 6,8 mil o m²), bairro mais populoso do município, de acordo com o IBGE. O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi-Niterói), José Carlos Monteiro, lembra que a cidade é a que tem mais veiculos por habitante no estado do Rio, sofrendo um aumento significativo nos últimos 5 anos. “Apenas por esses dados, o investidor percebe a existência de um bom mercado em edifícios garagens e estacionamentos. Se existir um incentivo público, melhor ainda. Porém, é válido considerar o fato de se os locais para estacionar não forem retirados das ruas, nenhum edifício garagem será viável”, avalia. “O estacionamento grátis nas vias, além de diminuir, em alguns casos, 50% da capacidade de circulação, atrai carros de municípios vizinhos. Como existe a tendência do mercado imobiliário adotar medidas sustentáveis, acreditando numa sociedade mais consciente, a Ademi-Niterói entende que a alternativa viável para o município seria o ‘adensamento’ dos bairros para, cada vez mais, os moradores não terem necessidade de se deslocarem por meios motorizados. Quando o caso envolver distâncias maiores, é fundamental o uso dos transportes de massa”, complementa o executivo. Para os niteroienses, estacionar ainda não vale ouro - a cotação do metal, na sexta-feira (18), demarcava R$ 3,1 mil a onça troy (31,104 gramas) - mas, talvez, o preço siga motorizado na direção.

Na Justiça A Procuradoria Geral do Estado do Rio (PGE-RJ) recorre no Supremo Tribunal Federal (STF), desde abril de 2011, da decisão proferida pelo TJRJ que declarou inconstitucional a lei estadual nº 5.862, responsável por proibir a cobrança de tempo mínimo em estacionamentos privados, bem como multa por extravio do cartão ou tíquete do estabelecimento. A ação, movida pelo Sindicato de Atividades de Garagens, Estacionamentos e Serviços do Estado (Sindepark Rio), teve como relator o desembargador José Carlos de Figueiredo, que no processo destacou a impossibilidade do governo interferir na ordem econômica e, além disso, a legislação, ao invés de ter beneficiado o consumidor, acabou prejudicando-o. Originada de um projeto de lei da Assembleia Legislativa (Alerj), a proposta foi sancionada em janeiro do ano passado. A regulamentação determina, também, a proibição de taxa mínima de horas, ou seja, os clientes pagariam pelo tempo efetivamente usado, entretanto, o valor poderia ser arredondado para facilitar a cobrança. O descumprimento da regulação acarretaria em multa de cerca de R$ 2 mil, penalidade revertida para o Fundo Especial de Apoio a Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon). Apesar do impasse jurídico, a lei é exibida no sistema da Alerj com o status de “em vigor”. A assessoria da PGE-RJ, contudo, comunicou que a legislação está suspensa, “aguardando o julgamento do mérito da ação referente à constitucionalidade (...)”.

A Tribuna

Procissão de N.S. Auxiliadora, Niterói

Oito mil atletas vão fazer a corrida da Ponte

PM é recebida a tiros e bandido morre, no Cafubá

Festival Bia Bedran no Teatro Municipal de Niterói

Traficante força luto ao comércio de Tribobó

Sábado, 19 Maio 2012 07:41

estacionaDe acordo com dados do Departamento de Trânsito do Estado do Rio (Detran), o número de automóveis em Niterói subiu de 187.574 para 189.374, de janeiro até abril deste ano, uma elevação de 0,96%, só nesse período. Mantida essa constante, no fim de 2012, pelas ruas niteroienses trafegarão pouco menos de 200 mil carros. A proibição de se estacionar em vias como Miguel de Frias, Gavião Peixoto, Mem de Sá e Pereira da Silva não agradou aos motoristas, porém, a Prefeitura de Niterói sustenta que “a liberação de faixas de rolamento usadas para estacionamento resulta em aumento da fluidez do trânsito”, dando como exemplo a atual situação nas próprias Mem de Sá e Gavião Peixoto.

Futuramente, a extinção de 300 vagas na Avenida Amaral Peixoto, a maioria destinada a órgãos públicos - segundo a Prefeitura - será o prosseguimento dessa política, enquanto a criação de novas zonas para estacionamento regular é incerta. “Gostaríamos de ampliar nossa oferta, mas somos uma concessionária e dependemos de licitação para isso”, diz o gerente administrativo do Niterói Rotativo, rede de estacionamentos onde o niteroiense dispõe de 407 vagas, com cada uma a um preço de R$ 4,80 até duas horas, R$ 3,20 após uma hora ou fração, todavia, uma mensalidade de R$ 320,00, para quem preferir. “Percebemos um pequeno aumento do movimento nos últimos três meses. Nossos clientes, na maior parte, moram em Niterói e trabalham no Rio. Param o carro e atravessam, porque o congestionamento da Ponte também não é fácil. Quase diariamente, nossa ocupação é total”, acrescenta o executivo. Por sua vez, Kátia Saad, proprietária de outro estabelecimento do tipo, o Golden Park, aponta, também, uma vertente inversa. “Cobramos R$ 6,00 a diária. Temos quase 200 vagas e uns 20 automóveis a mais se comparado com o mesmo período do ano passado. A grande maioria, vem de São Gonçalo. Em determinados horários, a lotação é máxima”, revela. Para o gerente administrativo do Trade Center Icaraí, Henrique Ramos, a procura por vagas no shopping tem seguido uma tendência padrão. “No nosso estacionamento o valor é R$ 2,50 cada 30 minutos ou R$ 250,00 a mensalidade. Recebemos cerca de 250 veículos por dia, quantidade maior nas festas de fim de ano. Tenho carro e sei como é difícil encontrar lugar para parar por aí, contudo, acredito depender muito da localidade que se procura. Há uma enormidade de pessoas querendo estacionar sempre na mesma área, isso complica o trânsito, inclusive, nas ruas do município”, analisa. A percepção sobre a demanda se adequaria, por exemplo, ao Edifício Garagem São Vicente de Paulo, onde a oferta de 964 vagas não é suficiente. “Nosso rotativo custa R$ 2,00 cada 30 minutos. Sentimos um crescimento de, aproximadamente, 30% nos últimos dias, o que nos fez planejar expansões, mas ainda sem data para serem iniciadas. No caso da garagem, a mensalidade é R$ 192,00, entretanto, há mais de dez pessoas na fila de espera por uma desde o início de 2011”, conta Guilherme Ribeiro Barros, presidente do Conselho Fiscal da Associação da Irmandade São Vicente de Paulo, entidade administradora do prédio.

Condomínio Poucos metros dali, Dirceu Passos, síndico do Condomínio do Edifício General Cyro Paes Leme, explica o surgimento de um grande negócio. “Somos apenas garagem. Ainda assim, nosso elevador vive em manutenção. Dez anos atrás abrigávamos o segundo automóvel de quem morava pela vizinhança, agora é diferente. Das nossas 170 vagas, só três estão para alugar por uma faixa de até R$ 300,00 por mês. O proprietário da vaga em si, nos paga R$ 90,00 de taxa condominial, no entanto, no momento não existe nenhuma para vender. É raro alguém querer passar de vez porque, em média, está custando uns R$ 30 mil. E valorizando”, conclui. A estimativa de preço para comercialização feita pelo zelador, aliada à consideração de 11,22 m² como tamanho padrão, faria cada metro quadrado de vaga valer R$ 2,6 mil em Niterói. Em média, o montante é pouco mais de quarenta e cinco vezes maior - se mantida a mesma unidade de medida - em relação a uma sepultura do tipo gaveta (R$ 118,43 o m²) no Cemitério do Maruí, tido como um dos maiores e mais tradicionais da cidade, porém, representa uma diferença de somente R$ 4.200,00 se comparado com um apartamento de dois quartos em Icaraí (R$ 6,8 mil o m²), bairro mais populoso do município, de acordo com o IBGE. O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi-Niterói), José Carlos Monteiro, lembra que a cidade é a que tem mais veiculos por habitante no estado do Rio, sofrendo um aumento significativo nos últimos 5 anos. “Apenas por esses dados, o investidor percebe a existência de um bom mercado em edifícios garagens e estacionamentos. Se existir um incentivo público, melhor ainda. Porém, é válido considerar o fato de se os locais para estacionar não forem retirados das ruas, nenhum edifício garagem será viável”, avalia. “O estacionamento grátis nas vias, além de diminuir, em alguns casos, 50% da capacidade de circulação, atrai carros de municípios vizinhos. Como existe a tendência do mercado imobiliário adotar medidas sustentáveis, acreditando numa sociedade mais consciente, a Ademi-Niterói entende que a alternativa viável para o município seria o ‘adensamento’ dos bairros para, cada vez mais, os moradores não terem necessidade de se deslocarem por meios motorizados. Quando o caso envolver distâncias maiores, é fundamental o uso dos transportes de massa”, complementa o executivo. Para os niteroienses, estacionar ainda não vale ouro - a cotação do metal, na sexta-feira (18), demarcava R$ 3,1 mil a onça troy (31,104 gramas) - mas, talvez, o preço siga motorizado na direção.

Na Justiça A Procuradoria Geral do Estado do Rio (PGE-RJ) recorre no Supremo Tribunal Federal (STF), desde abril de 2011, da decisão proferida pelo TJRJ que declarou inconstitucional a lei estadual nº 5.862, responsável por proibir a cobrança de tempo mínimo em estacionamentos privados, bem como multa por extravio do cartão ou tíquete do estabelecimento. A ação, movida pelo Sindicato de Atividades de Garagens, Estacionamentos e Serviços do Estado (Sindepark Rio), teve como relator o desembargador José Carlos de Figueiredo, que no processo destacou a impossibilidade do governo interferir na ordem econômica e, além disso, a legislação, ao invés de ter beneficiado o consumidor, acabou prejudicando-o. Originada de um projeto de lei da Assembleia Legislativa (Alerj), a proposta foi sancionada em janeiro do ano passado. A regulamentação determina, também, a proibição de taxa mínima de horas, ou seja, os clientes pagariam pelo tempo efetivamente usado, entretanto, o valor poderia ser arredondado para facilitar a cobrança. O descumprimento da regulação acarretaria em multa de cerca de R$ 2 mil, penalidade revertida para o Fundo Especial de Apoio a Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon). Apesar do impasse jurídico, a lei é exibida no sistema da Alerj com o status de “em vigor”. A assessoria da PGE-RJ, contudo, comunicou que a legislação está suspensa, “aguardando o julgamento do mérito da ação referente à constitucionalidade (...)”.

A Tribuna

Ponto turístico de Niterói pode ser patrimônio mundial

Sábado, 19 Maio 2012 07:18

PM cafubaUma intensa troca de tiros entre traficantes e polícia resultou na morte de um suspeito, nesta sexta-feira (18), durante oepração de rotina do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) no Morro da Galinha, no Cafubá, Região Oceânica de Niterói.

Ao perceber a chegada da polícia, um homem escondido na mata tentou fugir, porém, não deixou de fazer disparos contra a PM. O suposto traficante acabou atingido com dois disparos na barriga. Próximo ao corpo foi encontrada uma sacola contendo cerca de 70 trouxinhas de maconha e uma pistola 7.62 com duas munições intactas.

De acordo com os PMs, o suspeito foi levado para o Hospital Municipal Mário Monteiro, mas não resistiu e morreu na unidade. O caso foi registrado na delegacia de Itaipu. O delegado da distrital, Gabriel Ferrando esteve no local para analisar o caso seguido de perícia criminal.

Traficante força luto ao comércio de Tribobó

Ex-coordenador da Lei Seca vai a juri popular

Polícia fecha bingo em Itaipu e Centro

Moradores de São Francisco revivem medo após assalto