Niterói

estacionaDe acordo com dados do Departamento de Trânsito do Estado do Rio (Detran), o número de automóveis em Niterói subiu de 187.574 para 189.374, de janeiro até abril deste ano, uma elevação de 0,96%, só nesse período. Mantida essa constante, no fim de 2012, pelas ruas niteroienses trafegarão pouco menos de 200 mil carros. A proibição de se estacionar em vias como Miguel de Frias, Gavião Peixoto, Mem de Sá e Pereira da Silva não agradou aos motoristas, porém, a Prefeitura de Niterói sustenta que “a liberação de faixas de rolamento usadas para estacionamento resulta em aumento da fluidez do trânsito”, dando como exemplo a atual situação nas próprias Mem de Sá e Gavião Peixoto.

Futuramente, a extinção de 300 vagas na Avenida Amaral Peixoto, a maioria destinada a órgãos públicos - segundo a Prefeitura - será o prosseguimento dessa política, enquanto a criação de novas zonas para estacionamento regular é incerta. “Gostaríamos de ampliar nossa oferta, mas somos uma concessionária e dependemos de licitação para isso”, diz o gerente administrativo do Niterói Rotativo, rede de estacionamentos onde o niteroiense dispõe de 407 vagas, com cada uma a um preço de R$ 4,80 até duas horas, R$ 3,20 após uma hora ou fração, todavia, uma mensalidade de R$ 320,00, para quem preferir. “Percebemos um pequeno aumento do movimento nos últimos três meses. Nossos clientes, na maior parte, moram em Niterói e trabalham no Rio. Param o carro e atravessam, porque o congestionamento da Ponte também não é fácil. Quase diariamente, nossa ocupação é total”, acrescenta o executivo. Por sua vez, Kátia Saad, proprietária de outro estabelecimento do tipo, o Golden Park, aponta, também, uma vertente inversa. “Cobramos R$ 6,00 a diária. Temos quase 200 vagas e uns 20 automóveis a mais se comparado com o mesmo período do ano passado. A grande maioria, vem de São Gonçalo. Em determinados horários, a lotação é máxima”, revela. Para o gerente administrativo do Trade Center Icaraí, Henrique Ramos, a procura por vagas no shopping tem seguido uma tendência padrão. “No nosso estacionamento o valor é R$ 2,50 cada 30 minutos ou R$ 250,00 a mensalidade. Recebemos cerca de 250 veículos por dia, quantidade maior nas festas de fim de ano. Tenho carro e sei como é difícil encontrar lugar para parar por aí, contudo, acredito depender muito da localidade que se procura. Há uma enormidade de pessoas querendo estacionar sempre na mesma área, isso complica o trânsito, inclusive, nas ruas do município”, analisa. A percepção sobre a demanda se adequaria, por exemplo, ao Edifício Garagem São Vicente de Paulo, onde a oferta de 964 vagas não é suficiente. “Nosso rotativo custa R$ 2,00 cada 30 minutos. Sentimos um crescimento de, aproximadamente, 30% nos últimos dias, o que nos fez planejar expansões, mas ainda sem data para serem iniciadas. No caso da garagem, a mensalidade é R$ 192,00, entretanto, há mais de dez pessoas na fila de espera por uma desde o início de 2011”, conta Guilherme Ribeiro Barros, presidente do Conselho Fiscal da Associação da Irmandade São Vicente de Paulo, entidade administradora do prédio.

Condomínio Poucos metros dali, Dirceu Passos, síndico do Condomínio do Edifício General Cyro Paes Leme, explica o surgimento de um grande negócio. “Somos apenas garagem. Ainda assim, nosso elevador vive em manutenção. Dez anos atrás abrigávamos o segundo automóvel de quem morava pela vizinhança, agora é diferente. Das nossas 170 vagas, só três estão para alugar por uma faixa de até R$ 300,00 por mês. O proprietário da vaga em si, nos paga R$ 90,00 de taxa condominial, no entanto, no momento não existe nenhuma para vender. É raro alguém querer passar de vez porque, em média, está custando uns R$ 30 mil. E valorizando”, conclui. A estimativa de preço para comercialização feita pelo zelador, aliada à consideração de 11,22 m² como tamanho padrão, faria cada metro quadrado de vaga valer R$ 2,6 mil em Niterói. Em média, o montante é pouco mais de quarenta e cinco vezes maior - se mantida a mesma unidade de medida - em relação a uma sepultura do tipo gaveta (R$ 118,43 o m²) no Cemitério do Maruí, tido como um dos maiores e mais tradicionais da cidade, porém, representa uma diferença de somente R$ 4.200,00 se comparado com um apartamento de dois quartos em Icaraí (R$ 6,8 mil o m²), bairro mais populoso do município, de acordo com o IBGE. O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi-Niterói), José Carlos Monteiro, lembra que a cidade é a que tem mais veiculos por habitante no estado do Rio, sofrendo um aumento significativo nos últimos 5 anos. “Apenas por esses dados, o investidor percebe a existência de um bom mercado em edifícios garagens e estacionamentos. Se existir um incentivo público, melhor ainda. Porém, é válido considerar o fato de se os locais para estacionar não forem retirados das ruas, nenhum edifício garagem será viável”, avalia. “O estacionamento grátis nas vias, além de diminuir, em alguns casos, 50% da capacidade de circulação, atrai carros de municípios vizinhos. Como existe a tendência do mercado imobiliário adotar medidas sustentáveis, acreditando numa sociedade mais consciente, a Ademi-Niterói entende que a alternativa viável para o município seria o ‘adensamento’ dos bairros para, cada vez mais, os moradores não terem necessidade de se deslocarem por meios motorizados. Quando o caso envolver distâncias maiores, é fundamental o uso dos transportes de massa”, complementa o executivo. Para os niteroienses, estacionar ainda não vale ouro - a cotação do metal, na sexta-feira (18), demarcava R$ 3,1 mil a onça troy (31,104 gramas) - mas, talvez, o preço siga motorizado na direção.

Na Justiça A Procuradoria Geral do Estado do Rio (PGE-RJ) recorre no Supremo Tribunal Federal (STF), desde abril de 2011, da decisão proferida pelo TJRJ que declarou inconstitucional a lei estadual nº 5.862, responsável por proibir a cobrança de tempo mínimo em estacionamentos privados, bem como multa por extravio do cartão ou tíquete do estabelecimento. A ação, movida pelo Sindicato de Atividades de Garagens, Estacionamentos e Serviços do Estado (Sindepark Rio), teve como relator o desembargador José Carlos de Figueiredo, que no processo destacou a impossibilidade do governo interferir na ordem econômica e, além disso, a legislação, ao invés de ter beneficiado o consumidor, acabou prejudicando-o. Originada de um projeto de lei da Assembleia Legislativa (Alerj), a proposta foi sancionada em janeiro do ano passado. A regulamentação determina, também, a proibição de taxa mínima de horas, ou seja, os clientes pagariam pelo tempo efetivamente usado, entretanto, o valor poderia ser arredondado para facilitar a cobrança. O descumprimento da regulação acarretaria em multa de cerca de R$ 2 mil, penalidade revertida para o Fundo Especial de Apoio a Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon). Apesar do impasse jurídico, a lei é exibida no sistema da Alerj com o status de “em vigor”. A assessoria da PGE-RJ, contudo, comunicou que a legislação está suspensa, “aguardando o julgamento do mérito da ação referente à constitucionalidade (...)”.

A Tribuna

Procissão de N.S. Auxiliadora, Niterói

Escrito por NOTÍCIAS AQUI Sáb, 19 de Maio de 2012 07:35

igrejaNSMAUXComeçaram na sexta-feira e se estendem até o próximo domingo as festividades de Nossa Senhora Auxiliadora. O início da comemoração foi marcado com uma missa na basílica da Rua Santa Rosa, onde também houve um show da banda do Colégio Salesiano.

No domingo está prevista uma procissão, às 18h, pelas ruas do entorno da igreja, missa solene e a quermesse. A expectativa é de 5 mil fiéis.

Motoristas devem ficar atentos às mudanças no trânsito. A partir das 18h dos dias 20 e 24 – data oficial de comemoração à Santa, as ruas Santa Rosa, Domingues de Sá, Geraldo Martins e Avenida Sete de Setembro, por conta da “Procissão de Nossa Senhora Auxiliadora”, ficarão fechadas. Agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte estarão nas ruas para auxiliar. O encerramento das atividades de Nossa Senhora Auxiliadora terá encerramento dia 27.

História – A Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora teve na cidade de Niterói foi erguida em dezembro de 1901, um ano anterior à inauguração do Monumento de Maria Auxiliadora. Os ideais eram do Padre Luiz Anchieta, mas a construção da “obra-prima”, como era considerada, ficou por conta do engenheiro italiano Salesiano Domingos Delpiano.

PM cafubaUma intensa troca de tiros entre traficantes e polícia resultou na morte de um suspeito, nesta sexta-feira (18), durante oepração de rotina do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) no Morro da Galinha, no Cafubá, Região Oceânica de Niterói.

Ao perceber a chegada da polícia, um homem escondido na mata tentou fugir, porém, não deixou de fazer disparos contra a PM. O suposto traficante acabou atingido com dois disparos na barriga. Próximo ao corpo foi encontrada uma sacola contendo cerca de 70 trouxinhas de maconha e uma pistola 7.62 com duas munições intactas.

De acordo com os PMs, o suspeito foi levado para o Hospital Municipal Mário Monteiro, mas não resistiu e morreu na unidade. O caso foi registrado na delegacia de Itaipu. O delegado da distrital, Gabriel Ferrando esteve no local para analisar o caso seguido de perícia criminal.

TMNNeste fim de semana, dias 19 e 20, Bia Bedran apresenta o show “Cabeça de Vento”, que apresenta os maiores sucessos de sua carreira, no Teatro Municipal de Niterói. Já nos dias 26 e 27, Bia apresenta o show “Histórias de um João de Barro”, uma homenagem ao grande compositor Braguinha. O espetáculo reúne sete contos considerados clássicos da literatura infanto-juvenil, que foram musicados por Braguinha na década de 60 na série “Disquinho”. São eles: O gato de botas; Festa no céu; O macaco e a velha; Os três porquinhos; Chapeuzinho vermelho; Os quatro heróis e Cinderela. Encerrando a temporada e abrindo os festejos juninos, Bia apresenta nos dias 2 e 3 de junho, o show “Cantos e Contos de São João”. Acompanhada de rabeca, zabumba, triângulo, e de um sanfoneiro de primeira, Bia pretende levar para o palco do Teatro Municipal de Niterói, o mais puro gostinho dos forrós nordestinos, que são todas as danças realizadas nos arraiáis, desde as quadrilhas até os baiões, os xotes e xaxados para que todas as gerações se misturem e revivam o que há de melhor nestas festas que homenageiam os três santos tão queridos do nosso povo: Santo Antônio, São Pedro e São João. Os shows são sempre às 16h.

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Quem doar um livro infantil paga R$ 20.

O Teatro Municipal de Niterói fica na Rua XV de Novembro 35 - Centro – Niterói. Tel: 21 2620-1624.

triboboDe acordo com moradores, bandidos da comunidade Palha Seca, em Tribobó, São Gonçalo, mandaram que comerciantes do bairro fechassem as portas na manhã da desta quinta-feira (17). O luto forçado teria sido em função da morte de um homem durante um confronto entre bandidos e policias do 7º BPM (São Gonçalo), que aconteceu na quarta-feira. A troca de tiros aconteceu durante uma megaoperação realizada pela PM em todo Estado com objetivo de reprimir o tráfico de drogas, realizar prisões, apreensões de material relacionado ao tráfico e apreensão de carros e motos irregulares.

Ex-coordenador da Lei Seca vai a juri popular

Escrito por NOTÍCIAS AQUI Qui, 17 de Maio de 2012 19:41

alexandreO ex-coordenador da Lei Seca, Alexandre Felipe Vieira Mendes, irá a juri popular pela acusação de atropelar quatro pessoas e matar uma delas em Niterói, em agosto do ano passado. O juiz da 3ª Vara Criminal de Niterói, Peterson Barroso Simão, acusou Alexandre formalmente, na quarta-feira (16).

Na decisão, Alexandre é acusado de cinco crimes do código penal: homicídio simples consumado com dolo eventual (contra Ermínio Costa Pereira, que morreu); lesão corporal grave (contra a sobrevivente Silvana Braga de Souza); lesões corporais leves (duas vezes, contra as vítimas sobreviventes Felipe Braga de Souza Morais e Gabriel Gracye Braga de Souza Morais); omissão de socorro (quatro vezes) e evasão de local para se furtar da responsabilidade (duas vezes).

No dia 25 de agosto do ano passado, Alexandre Felipe atropelou uma mulher e seus dois filhos no Engenho do Mato, Região Oceânica de Niterói. Alguns metros adiante atingiu também o pedreiro Ermínio da Costa Pereira, de 58, que morreu no Hospital Azevedo Lima, também em Niterói. O ex-subsecretário não prestou socorro às vítimas e admitiu, no dia seguinte, que bebera meia taça de vinho. Seu carro, um Pajero, foi retirado do local do acidente na mesma noite, por um reboque da Lei Seca.

Polícia fecha bingo em Itaipu e Centro

Escrito por NOTÍCIAS AQUI Qui, 17 de Maio de 2012 08:18

bingoitaipuDois bingos clandestinos foram desativados pela Polícia Civil, em menos de 24 horas, no Centro e em Itaipu. Na manhã de ontem, agentes da Delegacia de Itaipu (81ª DP), que checavam denúncias anônimas, identificaram um dos bingos, que funcionava na Rua Maria Isabel. De acordo com informes, durante a ação a equipe de investigação da distrital foi constatado que um cão da raça pitbull guarnecia o local. A residência também era equipada com câmeras de segurança e as janelas possuíam insul film. Depois de analisarem indícios, como acúmulo de lixo nas proximidades indicando a presença de pessoas, os policiais realizaram uma busca no imóvel e constataram que 28 máquinas caça-níqueis estavam instaladas. Na ação não foram efetuadas prisões e os suspeitos podem ter fugido momentos antes da incursão. O titular da 81ª DP, Gabriel Ferrando, explicou que o trabalho de investigação não vai parar, já que pretende identificar o proprietário do bingo, por isso com a ajuda de denúncias que possam colaborar com sua equipe. Menos de 24 horas antes, agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), já haviam localizado um outro bingo clandestino, situado num prédio da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro de Niterói. No local foram apreendidas outras 18 máquinas caça-níqueis. Mais uma vez os agentes chegaram ao local depois de uma denúncia

nitturismoImpossível passar à noite pela orla da Zona Sul de Niterói e não perceber a iluminação vinda do alto de uma montanha de Jurujuba. Trata-se da muralha do Forte do Pico, localizada no morro de mesmo nome, incluído no projeto “Rio de Janeiro, Paisagem Carioca entre a Montanha e o Mar”, para candidatura do Rio de Janeiro a Patrimônio Mundial da Humanidade, na categoria “Paisagem Cultural” - que compreende os cenários naturais moldados pelas mãos do homem, de modo a preservar sua paisagem cultural, por meio de união de esforços internacionais nesta conquista.

A proposta apresentada na Unesco pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, e pela superintendente do Iphan no estado do Rio, Cristina Lodi, compreende as áreas do alto do Corcovado até o Morro do Pico, além dos pontos turísticos do Parque Nacional da Tijuca, o Passeio Público, o Jardim Botânico, o Parque do Flamengo, a Baía de Guanabara e as orlas de Copacabana. A candidatura da ‘Cidade Maravilhosa’ já passou por todas as etapas de avaliação e será votada no próximo mês, na Convenção do Patrimônio Mundial que acontecerá em São Petersburgo, na Rússia.

Presidente da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), José Haddad relatou que caso o resultado se concretize, além de toda a questão ambiental em foco, o turismo da cidade pode ser fortalecido. “Será muito importante para todo o Estado do Rio, se o município do Rio de Janeiro se tornar um Patrimônio da Humanidade, pela Unesco, pois cria mecanismos e ferramentas de preservação para as nossas inúmeras belezas edificadas e naturais. O fato de o Morro do Pico fazer parte da área que deverá ser incluída como patrimônio da Humanidade fortalece ainda mais o nosso roteiro integrado de divulgação turística, através do cardápio regionalizado Maravilhas do Rio e Niterói”, disse.

Ele destaca, ainda, que Niterói detém o maior complexo de Fortes da América Latina guardando uma rica história arquitetônica. “Aqueles que procuram um passeio que une a história do país a belezas naturais e arquitetônicas incríveis, fortificações militares e paisagens deslumbrantes, Niterói supera todas as expectativas, pois abriga o maior complexo de Fortes da América Latina”, diz o presidente.

Serviço – Para chegar aos fortes em Jurujuba, partindo do Centro de Niterói, o visitante pode pegar o ônibus 33. A linha passa pelos fortes abertos à visitação. A Neltur oferece aos sábados, domingos e feriados nacionais, um ônibus de turismo que passa pelos principais atrativos da cidade, inclusive, o complexo dos Fortes.

O FLUMINENSE

SFranciscoMoradores de uma residência de alto padrão localizada na Avenida Presidente Roosevelt, em São Francisco, área nobre da Zona Sul de Niterói, passaram por momentos de pânico e medo na tarde de terça-feira. Casas também foram invadidas no começo do ano no bairro.

Segundo relatos das vitimas, uma das moradoras estava sozinha em casa quando dois homens invadiram o imóvel e ficou refém da dupla. O roubo foi frustrado porque a vítima conseguiu avisar ao irmão. PMs do 12° BPM (Niterói) foram avisados e impediram o assalto. Os bandidos fugiram sem nada levar da residência.

De acordo com depoimentos da vítima, durante procura de objetos de valor pela casa, os bandidos a agrediram com um tapa. Ainda segundo a jovem, um descuido da dupla possibilitou que ela fugisse e avisasse ao irmão pelo celular o que estava acontecendo na residência. O rapaz avisou à polícia e o local foi cercado por pelo menos cinco viaturas da PM.

Os invasores teriam fugido em direção à Favela da Grota do Sucurucu, também em São Francisco.

“São Francisco atualmente está com o policiamento ostensivo reforçado nas principais ruas do bairro, inclusive nesse onde aconteceu a tentativa de roubo. Assim que fomos avisados, deslocamos viaturas e conseguimos impedir a ação dos invasores”, contou um dos militares envolvidos na ocorrência. PMs ainda fizeram incursões no interior da comunidade  à procura dos acusados, mas não tiveram êxito.

Crime semelhante no começo do ano- Em fevereiro, pelo menos cinco casas foram assaltadas em São Francisco, todas localizadas onde ocorreu a tentativa de assalto de terça-feira. Em alguns casos, bandidos também agiram com violência e agrediram moradores.

O FLUMINENSE

jipeDepois de mais de 24 horas de chuva, as ruas sem asfalto do Engenho do Mato e  de Itaipuaçu mais pareciam brejos, de tanta lama e uma infinidade de buracos.  Era esse o cenário no feriado do último dia 1: O que seria um pesadelo para  qualquer motorista comum foi um verdadeiro parque de diversões para a turma do  Niterói Jeep Clube, que se reúne praticamente todos os fins de semana para fazer  trilhas e passeios e participar de campeonatos. Criado em 1991, o clube de  jipeiros já chegou a ter mais de 200 sócios. Hoje, apenas 30 deles continuam  participando assiduamente. Nada que impeça o grupo de permanecer figurando como  um dos mais ativos e tradicionais do estado.

A equipe do GLOBO-Niterói Sábado acompanhou um percurso com a turma trilheira  e descobriu que radical é um adjetivo que se aplica bem ao off-road. Com oito  carros, o comboio partiu de um posto de gasolina na Avenida Central em direção  ao Parque Rural, no Engenho do Mato, onde começou a “brincadeira” num terreno  cheio de montes de terra e de buracos encobertos pela chuva. Veterano do grupo,  o mecânico Edson José Nespoli, vulgo Chapéu, conta que a região abriga uma das  trilhas mais radicais do estado, batizada de Max Lulu.

Carros quebrados e até capotagens são comuns no esporte

Ainda na primeira parada da trilha no Engenho do Mato, os jipeiros se meteram  em encrenca. Para eles, no entanto, a graça é exatamente essa. O administrador  Claudio Rui Chagas é um dos mais destemidos quando o assunto é encarar algum  obstáculo. No mesmo dia, conseguiu inundar seu Jeep Cherokee enfiando o carro  num buraco cheio d’água, sem saber a profundidade dele; e, distraído com a  equipe, não viu uma imensa vala na lateral da estrada, caindo em cheio nela. O  resultado foi muito trabalho para o grupo e mais de meia hora para tirar o  carro, que teve um pneu furado.

— O objetivo do jipeiro é transpor um obstáculo. Quanto mais difícil, melhor.  Mas quando alguém atola é a maior gozação, os amigos zoam a competência do  atolado. E, é claro, se mobilizam para tirá-lo da situação — diz Chagas. — Às  vezes, fazemos minicampeonatos entre nós mesmos. Mas é mais para testar nossos  limites do que para competir.

Também veterano nas trilhas, Chagas admite que já capotou algumas vezes, por  conta de seu entusiasmo ao volante. Mas afirma que os motoristas de off-road têm  macetes para sair de situações perigosas. Companheiro de trilhas, o engenheiro  Luiz Figueira ressalta que o primeiro ponto a ser observado por quem quer  praticar trilhas de jipe é jamais ir sozinho:

— Recomendo procurar o jipe clube da sua cidade, porque lá você vai encontrar  pessoas experientes. Antes de começar, é aconselhável também perceber o seu  estilo de trilha, se é mais radical ou se é mais passeio, para só depois comprar  um carro adequado. É preciso ainda ter o veículo com a manutenção correta, para  evitar quebras, e, em períodos de chuva, tomar cuidado com beiras de rios. Mas o  mais importante é sempre ter com você pessoas experientes, que possam auxiliar  em situações difíceis.

Respeito à natureza e solidariedade

Dono de oficina, Chapéu afirma que é recomendável também ter um mecânico na  equipe. E que jamais se deve sair sem o guincho elétrico, que é ligado na  bateria do veículo e usado para tirar o carro do atoleiro. Segundo ele, de vez  em quando acontece de o jipe quebrar, e o grupo ter que deixá-lo e só voltar no  dia seguinte para fazer o resgate.

Chapéu conta que a trilha Max Lulu vai de Várzea das Moças até Itaipuaçu, e  que foi aberta pelos próprios jipeiros do clube há cerca de 12 anos. Ele afirma  que, justamente por ser a mais radical, ela é a preferida do grupo:

— A Max Lulu tem apenas 800 metros, mas se leva até o dia todo para  completá-la dado o grau de dificuldade, que seria de dez, numa escala de um a  dez.

Outras trilhas da região são a Thomas Car, que vai do Engenho do Mato a  Itaipuaçu, passando pela inóspita estrada conhecida como Vai e Vem, com cerca de  25 quilômetros; e a Bananeiras, que vai pela região praiana de Maricá até a  Serra de Friburgo.

— A Thomas Car é boa de se fazer quando está chovendo, porque ela é  montanhosa, com subidas, e quando ela fica lamacenta é que é bacana — diz  Figueira.

O engenheiro frisa que os integrantes do Niterói Jeep Clube têm uma  preocupação grande em respeitar as leis ambientais. E que procuram se  solidarizar com as comunidades carentes dos locais por onde passam:

— Não cortamos árvores nem danificamos a natureza. Não andamos mais na areia  em Itaipuaçu, porque foi proibido pelo Instituto Estadual do Ambiente. E muitas  vezes levamos cestas básicas para doar ao longo do caminho.

O Globo