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Crime aconteceu em São Francisco essa madrugada. Foto: Divulgação SOS São FranciscoConfronto entre policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 12º BPM (Niterói) e bandidos assustou os moradores de bairros da Zona Sul de Niterói nesta madrugada

Um confronto entre policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 12º BPM (Niterói) e bandidos assustou os moradores de bairros da Zona Sul de Niterói nesta madrugada. De acordo com informações da polícia, a guarnição que fica locada no Morro do Cavalão, São Francisco, estava chegando ao local, quando foram recebidos a tiros pelos traficantes. O tiroteio durou quase uma hora e só foi contido com a chegada de reforços. Nas redes sociais, moradores que vivem próximo a favela relataram momentos de terror: “Viver nessa cidade me dá medo, se eu pudesse não sairia mais na rua" descreveu um morador.

 

O som dos disparos foi ouvido por moradores da Praia de Icaraí, Santa Rosa, Jardim Icaraí, Vital Brazil e Pé Pequeno. De acordo com informações do 12º BPM, patrulhas foram até o local no início da manhã para garantir a segurança. Eles informaram que a situação no local agora está tranquila.

 

E mais um crime chocou os moradores de Niterói na madrugada do último domingo. De acordo com informações da 77ª DP (Icaraí), dois homens tentaram assaltar um policial civil. Houve troca de tiros e um deles foi baleado. A perícia foi realizada no local e uma arma foi apreendida. O homem foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. As investigações estão em andamento e agentes estão nas ruas em busca de imagens de câmeras de segurança.


O Fluminense

Um desentendimento envolvendo policiais do serviço reservado da Polícia Militar (P-2) e os desalojados do terreno da OI, que ocupam o estacionamento da Catedral Metropolitana, no centro do Rio de Janeiro, desde a madrugada de sexta-feira (18), quase faz com que o tradicional almoço da Páscoa, promovido todos os anos pela Arquidiocese do Rio, acabasse em confusão.

 

A confusão teve início quando a comida começava a ser servida na parte externa da Catedral, localizada na Avenida Chile e os desalojados perceberam a presença de policiais da P-2 que estavam monitorando a movimentação no interior de um carro descaracterizado.

 

Um grupo resolveu tomar satisfações com os PMs e um dos desalojados foi acusado de desacatar um policial, chegando a ser colocado dentro da viatura. Houve reação, principio de tumulto, mas o rapaz conseguiu ser retirado do interior da viatura, que chegou a ter os vidros quebrados. 

 

A situação só foi controlada com a interrvenção de um dos padres que trabalham com dom Orani Tempesta e com a chegada de policiais do Batalhão de Choque. Dom Roberto, a pedido do arcebispo, solicitou que os policiais deixassem o local e os ânimos se acalmaram.

 

A ocupação do pátio da Catedral Metropolitana pelos desalojados havia levado a Arquidiocese do Rio a cancelar a programação da Semana Santa e somente hoje (20), a Arquidiocese confirmou a manutenção do tradicional almoço, que teve início por volta das 11h30, quando cerca de 1.200 quentinhas foram servidas à moradores de rua e aos próprios invasores.

 

Com o cancelamento da programação, não ocorreu a também tradicional vigília do Sábado de Aleluia, assim como a encenação do Auto da Paixão de Cristo, marcado para a noite de sexta-feira (18) - evento que ocorre há 45 anos nos Arcos da Lapa.

 

A ocupação levou à  Arquidiocese alterar toda a programação. A missa que estava prevista para às 10h de hoje na Catedral Metropolitana foi celebrada pelo cardeal-arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta em uma paróquia de Padre Miguel, na zona oeste da cidade.

 

Dom Orani esteve na Catedral na parte da manhã para entregar as quentinhas, chegou a conversar com alguns moradores de rua, mas deixou o local sem falar com os jornalistas.

 

AGência Brasil

A manifestação foi devido a morte do jovem Anderson Luiz Silva, de 21 anos, que foi atingido por duas balas perdidas na cabeça. Via já foi liberada

Moradores da região do Caramujo, Zona Norte de Niterói, fizeram uma manifestação na tarde deste sábado e atearam fogo em sete veículos, entre eles quatro ônibus, dois carros e uma caminhonete, na RJ-104 (Rodovia Amaral Peixoto), altura do quilômetro 4. A Alameda São Boaventura, no Fonseca, uma das principais vias de acesso ao local, ficou fechada por cerca de uma hora e foi reaberta por volta das 15h.

 

O motivo do protesto foi a morte do jovem Anderson Luiz Silva, de 21 anos, atingido por duas balas perdidas na cabeça, na última sexta-feira. Ele morreu durante um confronto entre policiais e bandidos no local. Outras pequenas manifestações ocorreram em diversos pontos do bairro. Cerca de 100 policiais foram deslocados até o local para fazer a segurança e reestabelecer a ordem. Até o momento não há informação sobre feridos.

 

Os acessos ao Caramujo foram bloqueados e os motoristas tiveram que pegar caminhos alternativos, e voltar no sentido contrário. Muitos curiosos estiveram no local, o que dificultou o trabalho da polícia. As labaredas de um dos ônibus incendiados atingiram a rede elétrica. Os manifestantes fizeram barricadas com manilhas, materiais de construção e madeiras para fechar as vias totalmente. O Batalhão de Choque também foi acionado.

 

O comércio foi fechado na região da Rua Teixeira de Freitas, no Fonseca, por medo de saques e arrastões. Os reflexos chegaram à descida da Ponte Rio-Niterói, onde o fluxo ficou lento. A Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) informou que após três horas de bloqueio, na altura do quilômetro 4 da Rodovia Amaral Peixoto, sentido Região dos Lagos, a via foi liberada.


O Fluminense

Uma mulher, identificada como Isabel Cristina Anacleto, de 39 anos, caiu da Ponte Rio-Niterói na manhã deste sábado (19.04), por volta das 7h. Ela seguia na pista sentido Niterói, com a sua sobrinha, quando seu carro enguiçou. Segundo testemunhas, ela estava do lado de fora do veículo, quando foi atingida por um ônibus e jogada do alto da Ponte. A sobrinha não ficou ferida, pois estava dentro do carro.

 

Pescadores que estavam na Baía de Guanabara, no momento do acidente, socorreram a mulher e jogaram uma boia até o resgate chegar. Ela foi encontrada consciente, mas apresentava fraturas nos braços e nas pernas. De acordo com a CCR Ponte, ela foi encaminhada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro. Ainda não se tem informações sobre seu estado de saúde.

Um jovem de 21 anos morreu baleado na cabeça durante um confronto entre traficantes e PMs do DPO do Caramujo, em Niterói. Vítima foi atingida quando voltava de uma vigília durante a madrugada de sexta-feira. Foto: Marcelo FeitosaHomem de 21 anos foi baleado na cabeça e morreu na hora quando tentou proteger a mãe e a irmã, que também foi atingida por um tiro. Tiroteio ocorreu de madrugada

Um jovem de 21 anos morreu ao ser baleado na cabeça quando voltava de uma vigília na comunidade Caramujo, Zona Norte de Niterói, na madrugada desta sexta-feira. Anderson Luiz dos Santos Silva estava acompanhado da mãe e irmã, que foi atingida por um tiro de fuzil no braço. Ele foi atingido quando protegia seus familiares. Os tiros partiram de um confronto entre traficantes e policiais do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do 12º BPM (Niterói), na comunidade.

 

Anderson levou dois tiros na cabeça quando tentou proteger a irmã, de 9 anos, e a mãe. Eles voltavam de uma vigília de Páscoa realizada na Paróquia Nossa Senhora de Nazareth. O jovem morreu no local, mas chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML de Tribobó. Familares do jovem, que era músico da igreja, não quiseram se pronunciar sobre o caso.

 

A irmã da vítima foi internada no CTI infantil do HEAT com quadro estável, lúcida e orientada, acompanhada por uma prima. A Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo está investigando o caso, porém agentes que estavam de plantão na tarde desta sexta-feira na delegacia não souberam informar detalhes sobre caso.

 

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que PMs do 12º BPM (Niterói) estavam realizando um patrulhamento na região conhecida como Novo Mundo, no Morro do Caramujo, na madrugada desta sexta-feira quando receberam a denúncia da presença de traficantes armados em um baile funk. Os policiais acabaram com o baile. Os traficantes revoltados com a ação da polícia realizaram uma emboscada contra os PMs, posicionando-se em pontos altos e estratégicos. No momento em que o veículo blindado, conhecido como Caveirão, retornava para a frente do DPO, os bandidos iniciaram um ataque com diversos disparos. Os PMs ficaram encurralados dentro do blindado por aproximadamente 20 minutos. Os tiros vinham do alto do morro.

 

Segundo testemunhas, por volta das 2h30 houve uma intensa troca de tiros e gritos de socorro em ruas próximas ao DPO do Caramujo. "Foi muito tiro. A gente que mora aqui se sente na guerra. Quando acabou, uma mulher gritava pedindo socorro pelo filho. Mas quem tem coragem de sair de casa nessa situação e se arriscar?", disse uma moradora.

 

Outra moradora do bairro afirmou que sempre que o caveirão faz incursão nas ruas da comunidade os traficantes começam a tirar. ”É o caveirão se deslocar que eles (traficantes) dão tiro e a gente tem que se jogar no chão. Estamos desolados. É tiro todo dia”, disse. “Antes a gente tinha o sargento Joílson (policial que atuava na área e foi assassinado em fevereiro deste ano) que enfrentava esses traficantes. Depois que ele morreu, os policiais entram no DPO e não fazem nada. Eles não tem o mesmo poder de fogo que os traficantes”, disse um outro morador.

 

As armas dos policiais foram recolhidas para ser analisadas. O comandante do 12º BPM, coronel Gilson Chagas, não foi encontrado para comentar sobre o caso.


O FLUMINENSE

Um adolescente de 14 anos confessou ter matado o primo, de apenas 4, na noite da última quarta-feira no complexo de favelas da Maré, zona norte do Rio. O corpo de Caio Henrique Santos da Silva foi localizado na manhã desta quinta-feira dentro da máquina de lavar da casa da própria mãe, Vanessa Lima dos Santos, de 31 anos. O delegado da Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa, disse que o crime foi cometido de forma “muito fria”.


Segundo Barbosa, o adolescente pediu abrigo à tia, na noite da última terça-feira, depois de ser expulso de casa, em Mangaratiba (Litoral Sul do Estado), pelo irmão. No dia seguinte, o assassino viu Caio chegar da escola alegre com os brindes de Páscoa e, irritado, asfixiou o menino. O adolescente ainda deu quatro ou cinco facadas na criança desacordada. Em seguida, enrolou o corpo em uma colcha e escondeu primeiro no armário, depois na máquina de lavar. 


O corpo da criança foi localizado enquanto a mãe da vítima prestava depoimento na 21ª Delegacia, em Bonsucesso. De acordo com a Força de Pacificação do Exército, que ocupa o Complexo da Maré desde o dia 5 de abril, por volta das 18h30min de quarta-feira militares que realizavam uma patrulha foram atacados com rojões lançados por “pessoas ligadas ao crime organizado”. Segundo o major Alberto Horita, assessor de imprensa das tropas militares, o grupo não revidou aos ataques e os suspeitos conseguiram escapar.


A mãe da criança afirmou que observava o filho brincar quando uma bomba foi lançada na rua por militares para dispersar um protesto de moradores. “Ele correu com as outras crianças. Mas ele não correu na minha direção nem foi para casa”, disse Vanessa Lima, que trabalha como cozinheira e é mãe de outros quatro filhos. 
Parentes da criança passaram a noite tentando localizá-la. Segundo o major Horita, por volta das 22h um grupo de moradores teria comunicado às tropas o desaparecimento do garoto. Patrulhas foram realizadas ao longo da noite, sem sucesso.

 

O AVANÇO DAS CRACOLÂNDIAS EM NITERÓI

Falta de segurança, agressões verbais e físicas, inúmeras e constantes ameaças, estão tirando a tranquilidade dos comerciantes e moradores do Centro de Niterói. O relato destas pessoas aponta para o crescimento de “cracolândias” no bairro, e consequentemente crimes praticados por estes usuários. Atualmente, no Centro, um grupo de aproximadamente 20 pessoas se aglomeram na Rua Cadete Xavier Leal, trecho que dá acesso ao Centro de Monitoramento da cidade, a entrada do Parque das Águas Eduardo Travassos, fundos ao novo Fórum e Prefeitura de Niterói. Neste local, os “cracudos” consomem entorpecentes, fazem refeições, necessidades fisiológicas, praticam relações sexuais e levam todo material recolhido nas ruas, deixando o espaço com muito lixo a mau cheiro. O medo levou comerciantes a elaborar um abaixo assinado pedindo providências. Em uma semana 100 assinaturas já foram colhidas no bairro e o documento deverá ser encaminhado à prefeitura até o fim do mês.


De acordo com a síndica do Edifício Tower, Liliane Portocarrero, os relatos de delitos cometidos pelos cracudos são diários. Além de funcionários das lojas situadas no Centro, comerciantes reclamam que estes moradores de ruas entram em seus estabelecimentos, roubam produtos e clientes. A crescente onda de pequenos “saques” fez com que surgisse a ideia do abaixo assinado.


“Não adiantava se queixar um para o outro. Sabemos da dificuldade que estas pessoas enfrentam, o crack é um problema nacional. O que não pode é transferir o problema de uma rua para outra, como aconteceu aqui no Centro quando retiraram estas pessoas da Avenida Amaral Peixoto. Elas acabaram migrando para outros pontos e um deles é aqui. No nosso edifício foi preciso aumentar a equipe de limpeza e segurança para garantir tranquilidade de nossos condôminos”, contou.


O trecho do abaixo assinado relata o convívio da população com os consumidores de crack.


“Convivemos com o consumo e venda de drogas, atos obscenos e um rastro de sujeira sem fim. Das janelas dos escritórios de Empresas estabelecidas no Município, não é rara cena de sexo a luz do dia. Contribuímos na arrecadação de Impostos do Município, geramos empregos, acatamos as normas da Fiscalização Sanitária e somos obrigados a colocar nossos funcionários para varrer e lavar a rua e calçada diariamente, eis que a Empresa responsável por esses serviços não o faz com essa necessária frequência”. 
O comandante do 12º BPM (Niterói), Gilson Chagas, disse que acompanha de perto todas as localidades onde apresentam consumo de crack e que percebeu o aumento de roubos praticados onde há presença das cracolândias. 


“Quando houve a mudança no código penal, isso passou a ser tratado como problema de saúde pública. Hoje, o viciado já não é mais levado para delegacia. Mesmo que você me diga que ele é um assaltante em potencial, nós não podemos tratar assim. Quando há o combate as cracolândias eles acabam migrando para outros locais, o que vai resolver é uma política de saúde pública que permaneça 24 horas por dia nas ruas e internação compulsória que ninguém tem coragem de defender. A população precisa se mobilizar e cobrar a quem de respeito. Não podemos tratar do assunto de 8h às 17h, vamos levar a sério”, falou.


O presidente do Conselho Municipal de Segurança, Leandro Santiago, mostra-se preocupado com a situação da cidade, principalmente no que diz respeito ao consumo de crack.


“Apesar de ser um problema social, de saúde pública, a corda arrebenta para o lado da segurança pública. Estas pessoas precisam de tratamento”, disse. 


A Prefeitura de Niterói foi procurada para comentar diversas questões sobre os “cracudos”, mas até o fechamento desta edição não enviou as respostas.

Policiais da 78ª DP (Fonseca) fizeram uma operação na Favela Buraco do Boi, no Barreto, na manhã de ontem, para tentar capturar lideranças do tráfico de drogas na comunidade da Zona Norte de Niterói.

 

A ação - que contou com o apoio de outras delegacias do município e de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) - foi coordenada pelo delegado José William de Medeiros e tinha como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão na comunidade e em presídios.

 

Foram cumpridos mandados de prisão temporária contra o Paulo César Gomes Jardim, o Paulinho Madureira - uma das principais lideranças do tráfico em Niterói e São Gonçalo -, Jorge Esteves Santana, o Nem Rato, Walace Coutinho Batista, Jorge Luiz da Paz, Thiago da Silva e André Heleno da Silva.

Todos já cumpriam pena em presídios federais e estaduais. Já Diego Santos Gomes, o Ploc, e Bruno de Oliveira, o Denguinho, continuam foragidos. Eles são acusados de associação ao tráfico e porte ilegal de arma.


O São Gonçalo

 

Sequestrado, amarrado, torturado e atingido com tiros de pistola. Foi assim que Wilson da Silva Leal Júnior, o Juninho, de 19 anos, foi morto no fim da tarde do dia 27 de fevereiro passado, na Favela do Pica-Pau, no Jardim Catarina, em São Gonçalo. O corpo foi jogado no valão que corta a favela, mas permanece desaparecido até hoje.

 

O caso está sendo investigado pela polícia, que já identificou entre os matadores, três homens envolvidos no crime.

 

Os bandidos, conforme as investigações, teriam filmado a tortura e a morte de Juninho e estariam exibindo o vídeo para os moradores, com o objetivo de intimidá-los.

 

Por causa da ação dos criminosos, que seriam ligados a Schumaker Antonácio do Rosário, o Schumaker, alguns moradores já teriam deixado suas casas.

 

Ainda de acordo com polícia, pouco antes do crime, Juninho passou por dois bares. Quando passava sobre a ponte pilotando uma moto, foi cercado por um grupo de homens. Atingido com dois pés no peito, Juninho caiu e logo foi espancado a pauladas. Em seguida, foi levado para o local onde foi torturado e morto.

 

Mais tarde, a polícia esteve no local e não encontrou o corpo. Quando os agentes saíram da comunidade, os criminosos pegaram o corpo, cortaram em pedaços, colocaram em um saco plástico azul e o jogaram de novo no rio.

 

Moradores da Favela do Pica-Pau que tiveram contato com os familiares de Juninho se mostraram apavorados com episódio. Eles disseram que a mãe espera poder dar um enterro digno para o filho.


O São Gonçalo

Texto: Amanda Neto (edição: Raquel Andrade) | Fotos: Clarildo Menezes

Os médicos cubanos foram recebidos na sede da Secretaria de Saúde do município

Três médicos cubanos se apresentaram na tarde desta quinta-feira (17/04), na sede da Secretaria de Saúde de Maricá. Os profissionais fazem parte do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, que visa a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Liudmila Bárbara Bebert Péres, Luis Manuel Reys Castellanos e Madeleinys Monterrey Cuni foram recepcionados pela secretária de Saúde, Fernanda Sptiz, e pela subsecretária de Atenção Básica do município, Claudia Souza.

 

Os três médicos, que nasceram e estudaram medicina em Cuba, têm experiências em missão na Venezuela. Luis Manuel tem 25 anos de graduado e pretende oferecer atenção ao povo brasileiro, especialmente à Maricá. "Vocês podem contar comigo. Estou contente!". Madeleinys, que deixou mãe e um irmão em Cuba, escolheu a profissão para tentar levar cura a todos e ajudar pacientes e familiares por onde passar. "Gosto muito do Brasil. Maricá é uma cidade muito bela e espero oferecer apoio para vocês", disse ela, que trabalhou como médica de família, prestando atendimento em clínica geral, na Venezuela. Já Liudmila deixou mãe e uma filha de 17 anos em seu país de origem. Trabalhou em duas missões na Venezuela (na primeira vez, ficou cinco anos no país e, na segunda, um ano e meio). "Espero poder melhorar o estado e o índice de saúde da população da cidade", disse a médica.

 

De acordo com subsecretária de Atenção Básica de Maricá, Claudia Souza, os médicos atenderão em lugares diferentes. Luis Manuel ficará na Unidade de Saúde da Família do Bairro da Amizade; Liudmila irá para a unidade da Barra; e Madeleinys reforçará a equipe da unidade de Bambuí. "Com esse novo grupo, vamos dar continuidade ao trabalho que começamos em 2013, que é receber os médicos de fora, para proporcionar aos moradores um atendimento de qualidade, mais humanizado e compor as nossas equipes", explicou.

 

Treinamento

Ao chegarem no Brasil, os profissionais foram encaminhados para o Espírito Santo, onde estudaram língua portuguesa, farmacologia, doenças infecto parasitárias, perfil do município, atenção pré-natal e à criança, além de adquirirem conhecimentos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Após o treinamento, eles foram para o Rio de Janeiro, onde receberam as boas vindas e acolhimento da secretária de Saúde de Maricá, Fernanda Spitz, na última segunda-feira (14/04). "O que a gente espera é que vocês disseminem esse saber e olhar humano de cuidado com a população. A gente quer profissionais de todas as áreas que entendam as necessidades de saúde do ser humano", completou.​

 
Madeleinys escolheu estudar medicina para ajudar pacientes e familiares
Luis Manuel tem 25 anos de graduado e atenderá na Unidade de Saúde da Família do Bairro da Amizade
Liudmila, que nasceu e estudou em Cuba, trabalhou cinco na Venezuela
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Dados colhidos a partir de 17/10/2011